sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Salazar!?


Já me lembrei de uma solução para um problema recente: O que fazer com todos os atrasados mentais que votaram no Salazar na eleição para o melhor Português. Caso tenham estado em Marte durante a semana passada, este senhor está entre os dez finalistas e há até quem diga que nesta votação, cujos resultados não foram revelados, terá sido o mais votado.
Que no nosso país a memória é curta e a estupidez abunda, eu já sabia, mas juro que esta me apanhou desprevenido. Votaram num gajo que conseguiu manter Portugal na Idade Média quase até ao final do século XX!? Realmente é obra e revela muito trabalho (leia-se repressão). Que os “senhores feudais” do estado novo tenham saudades do sujeito, é natural. Que o “clero” cá do burgo tenha contribuído com alguns votos eu entendo, afinal também lhe devem uns favorezitos. Mas só estes votos não chegavam, certo!? Eu sei que toda esta “liberdade de expressão” pode ser extremamente desgastante. É cansativo termos de pensar e formar opiniões quando podemos ter alguém que o faça por nós. Não termos liberdade de escolha pode ser muito relaxante e libertador. E quem é que não gosta de repressão? Afinal “Um tapinha não dói”. Vamos apimentar a nossa relação com o Estado! Eu pessoalmente nunca acreditei nas sondagens nacionais que davam percentuais baixos para o masoquismo. Se há povo que gosta de sofrimento são os Portugueses. Aliás no sofrimento, na repressão, podemos nós Portugueses manifestar plenamente a nossa maior “qualidade”. Somos os melhores coitadinhos do mundo. Se há povo que sabe queixar-se do destino para depois nada fazer para o contrariar, somos nós. Eu compreendo que neste contexto um ditador dá imenso jeito.
E para vos fazer a vontade pensei no seguinte: Fazem-se todos passar por militantes de estrema Esquerda e imigram para a Madeira! Para sustentar o disfarce e maximizar os resultados repitam diariamente as palavras: Camarada, capitalistas, luta e proletariado. Tenho a certeza que o Alberto João vos acolherá de forma a vos fazer esquecer todos os anos sem ditadura em Portugal. Vocês merecem-no!

A única forma positiva de olhar para este resultado seria se os nossos políticos o interpretassem como uma crítica a eles e à política que hoje se faz. Tanto no governo como na oposição. Mas para isso era preciso que eles se ralassem…

O presidente da junta


Imaginem que vivem numa aldeia. E q nessa aldeia o gajo mais bronco, mais estúpido, dotado de uma burrice shakespeariana, resultado de uma eleição conturbada, é eleito o presidente da Junta de Freguesia. Calha que, à jumentice de proporções paquidermicas, o dito senhor soma outras qualidades distintas. É também o seca-adegas lá do sítio e conhecido por se tornar agressivo por dá-cá-aquela-palha. Agora imaginem que esta jóia de pessoa tem em casa uma AK-47 com bastante munição e poucos ou nenhuns preconceitos em usá-la. Sentir-se-ião seguros?
Duvido!

Será assim que eu me sentirei enquanto tiver como presidente de Junta da nossa “aldeia global” um senhor que dá pelo nome de George Bush. É que se lhe dá para carregar no botão errado…


quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

A Voz do Povo

Inauguro aqui a primeira rubrica deste blog de seu nome “A voz do povo”. Consistirá fundamentalmente de pequenos excertos de conversas de rua carregados de significado, a transbordar de relevância e consciência social e política…ou não!


Conversa entre dois amigos meus ontem à hora de almoço, na esplanada do café:

-Epá, ouve lá, o licor Beirão ‘tá-te a saber bem?
- ‘Tá com um sabor esquisito ‘tá!
-Epá, vai lá dentro ver a data de validade da garrafa.
- A garrafa ‘tá sempre dentro do prazo…

Sabedoria Popular diriam uns. Conversas de merda digo eu…Tirem as vossas próprias conclusões!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

O fim do Mundo

Bem-vindos ao meu primeiro blog, que por sê-lo, será certamente (e digo isto com um certo orgulho…) uma pilha fumegante de erros ortográficos (que não corrigirei!), incorrecções gramaticais (idem!), injurias, impropérios, calão, anglicismos e todo o tipo de depravações que me povoarem a mente e as de quem me rodeia (pobres deles).
Se se tornarem consumidores recorrentes deste blog é muito natural que exista pelo menos um post em que vos ofenderei directamente (ou às vossas crenças, ou à vossa família, ou pelo menos a alguém que conheçam). Se isto não vos agrada, talvez seja melhor passarem já para o próximo blog. Até pode ser que tenham sorte e seja de uma boazuda (leia-se bonzão para as minhas leitoras femininas) que decidiu partilhar com o mundo as fotos em bikini (sunga…) das suas últimas férias na República Dominicana. Dificilmente encontrarão aqui fotos minhas em bikini. Reparem que fica em aberto a hipótese de isso acontecer. Para os heterossexuais convictos a quem esta possibilidade não incomoda de todo e até coloca um sorriso amarelo nas vossas faces depravadas: saúdo-vos! Prometo tentar fornecer alimento para o vosso doentio e retorcido sentido de humor.
Para os mais resistentes que ainda não desistiram de tentar chegar ao fim deste post, aqui vai alguma informação acerca do autor: Sou um indivíduo amargo e ressentido que a qualquer momento poderá entrar-vos em casa (descansem, é uma metáfora) como notícia de destaque no jornal da noite (perceberam!? Boa, não é?). E porquê? Digamos que a ténue linha que me separa da demência descontrolada acompanhada de violência de proporções bíblicas está a enfraquecer diariamente e isso deve-se à Humanidade (será que merecem a maiúscula sequer?) em geral. Disse um dia alguém (se me ralasse teria pesquisado o nome) que:”O Inferno são as pessoas”. Bingo! Concordo e assino por baixo. Creio existir um limite para a estupidez e o egoísmo que este planeta consegue suportar e que estamos a acercar-nos perigosamente desse limite. Na minha opinião, bastam apenas mais uns meses de Floribela para que reste apenas uma nuvem de detritos a flutuar no vácuo espacial onde antes existia o nosso planeta. Alguns pensarão que estou a ser pessimista. Na realidade estou a ser o mais optimista possível; porque acredito do fundo do meu coração negro e torturado, que o melhor que pode acontecer ao Universo é o extermínio total da nossa espécie antes que nos espalhemos pela Galáxia.
E é neste tom positivo e esperançoso que termino o meu primeiro post. Agradeço antecipadamente todo e qualquer comentário insultuoso que me possam deixar. Eu progrido e renovo-me no conflito…